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terça-feira, 2 de agosto de 2011

O que as palavras não dizem




Vagueio só,
Porque é entre mim e a solidão,
Que se desenha aquilo que eu sou.
O silêncio é o meu barulho,
O meu frio é o teu calor,
E todas as palavras que não disse,
Tu já as sabes de cor!
Adivinhas-me as palavras como se sentisses a minha dor,
Como se os nossos corações tivessem nascido juntos,
E se tornassem guerreiros na mesma batalha,
Como se as feridas fossem as mesmas,
E nunca existisse a impossibilidade de se separarem.
Mas tudo se gasta, as palavras, o amor e o tempo,
E enquanto te limitas a me decifrar,
O amor e as palavras perdem- se em nós,
E o tempo acaba com tudo o que poderia ter sido!


Escrito por:Ana Brinca (Pseudo-escritora ;))

3 comentários:

  1. Fácil, memorável,hábil
    São palavras eloquentes
    Também há a fútil,
    Estas? Não são cá residentes.


    Há as que ferem o coração
    São piores que punhais
    As que não chegam a ser ouvidas
    São igualmente mortais

    Boas são aquelas palavras
    Que não precisam ser proferidas
    Só com o olhar ou um toque
    Fica percebido, são sentidas

    (http://hortadamila.blogspot.com/2007_06_01_archive.html)

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  2. Perco-me, ou encontro-me, nas tuas palavras. Obrigado.

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  3. Sentes tudo o que escreves? Indentifico-me bastante com os teus textos, mas é um bocado estranho isso acontecer pq só se escreve o que se sente o que se vive, e nos passamos o tempo a pensar que ha coisas que so acontecem a nos e nao aos outros, e se tu escreves o que sentes parece que houve situaçoes da tua vida que te fez sentir isso mesmo, tal como a mim !
    responde-me pelo facebook se puder ser. ( falamos lá ontem, catarina andrade)

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